Por Celso Deucher

O Rio Grande do Sul é tradicionalmente o estado mais independentista da região Sul. Nestas eleições a força das propostas do Movimento O Sul é o Meu País estão representadas por quatorze candidatos a deputado estadual e federal. No dia 7 de outubro, os Gaúchos vão poder, pela primeira vez na sua história, ir as urnas e escolher entre estes candidatos, uma representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Veja no quadro em anexo, quem são estes candidatos e quais seus números.

Todos estes candidatos tem como primeiro compromisso, formar uma frente parlamentar para fomentar o verdadeiro federalismo liberal, reduzindo os gastos públicos como forma de diminuir o tamanho de Estado. Por isso, a primeira ação oficial será mostrar a Brasília o descontentamento dos Gaúchos e Sulistas (pois esta ação também será realizada no Paraná e em Santa Catarina simultâneamente), com a forma que os Estados do Sul vem sendo administrados. Os eleitos apresentarão na Assembleia Legislativa do Rio Grande o Projeto de Lei do Plebiscito Consultivo que vai perguntar ao povo de todo o estado se ele quer, ou não, a independência do Sul. É a democracia direta, onde o Povo Riograndense poderá expressar, através do voto plebiscitário, seu contentamento ou descontentamento com o poder central.

A bancada Sulista também vai lutar para a aprovação de Leis que fundamentem a autonomia financeira e administrativa do Rio Grande tirando Brasília do bolso dos Gaúchos e Sulistas, em um novo pacto federativo. A proposta é que tudo (especialmente política e economia) deva respeitar a regra do 80 X 20, ou seja, 80% para os municípios/estados e 20% para a união. O exemplo mais direto é a defesa de que na arrecadação de impostos, 80% do arrecadado tem que ficar onde ele é gerado (município/estado) e apenas 20% deve ser enviado para Brasília. Neste sentido, para que o país funcione, a arrecadação tem que ser de baixo para cima, ou seja, o Município é quem arrecada e automaticamente envia para Brasília apenas o que lhe é devido.

Outra pauta defendida pelo Movimento e que os candidatos abraçaram no Rio Grande é a diminuição dos custos com deputados e o fim dos privilégios políticos dos servidores públicos de todos os poderes e níveis. Os milhões economizados com estas benesses pode ser investido em pagar e capacitar melhor os profissionais da educação, saúde e segurança. É neste tripé que os candidatos focam as suas principais ações: priorizar investimentos financeiros e humanos nas áreas essenciais do estado, ou seja, educação, saúde e segurança.

Veja no quadro abaixo quais são os candidatos, cargo que pretendem e seus números.

© Sul Livre 2018

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