Por Joacir Dal Sotto *

Quando apenas um ser humano aponta para um caminho, podemos dizer que é louco. Quando um ser humano de boa retórica aponta para um caminho é possível que seja um ditador.

Quando um grupo de pessoas apontam para um mesmo caminho é certo que existe um sonho sendo materializado. Os sonhos compartilhados podem contextualizarem situações políticas, sociológicas, filosóficas ou históricas. Dentro do movimento “O Sul é o Meu País”, circula uma ideia política, um movimento com décadas de existência, um projeto sendo dividido e construído com milhões de pessoas, uma realidade que envolve diversas camadas da sociedade, com fundamentos filosóficos e históricos.

Para entendermos melhor um movimento que propõe o debate sobre mudanças no pacto federativo, e reformulações constitucionais do Brasil, partimos do princípio que sulistas possuem o direito de emancipação política e administrativa. Quando o ser humano superou alguns limites através da navegação, abrimos espaço na humanidade para bárbaros imperiais, mas o que ganhou força foram condições políticas e administrativas independentistas para diversos povos.

Estamos em crise e queremos provas de liberdade, queremos provas de que é possível debatermos com executivo, legislativo e judiciário. Não marchamos com verdades impostas, sulistas do movimento “O Sul é o Meu País” marcham para que convenções sejam formadas, para que consultas populares sejam realizadas, para que depois dos debates possamos chegar ao plebiscito, ao acordo temporário que modifica pacificamente o mapa político do planeta terra.

* Escritor Joacir Dal Sotto, membro da direção nacional do movimento “O Sul é o Meu País” e mestrando em práticas transculturais.

© Sul Livre 2018

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