Muitos consideram que o direcionamento de uma parcela tão alta da receita dos estados do sul para a União não interfere no endividamento, mas a crise nos estados e municípios historicamente se agrava no âmbito nacional. No entanto a pergunta: Não é estranho que os estados estejam em dívida com a União?

Nosso modelo econômico centralizador de recursos não é favorável ao desenvolvimento dos Estados do Sul, seja porque o que volta para cada um é ínfimo, seja porque não se pode controlar e opinar sobre como e onde esses recursos são aplicados nas outras regiões. Além disso, pouco se vê em termos de crescimento nos estados mais pobres, ou seja, os recursos dos estados mais produtivos não estão chegando aos mais necessitados de investimento.

17190376_298733047212491_5128450435853364545_nOnde está o gargalo?

O que o movimento propõe é uma ruptura não só com a União centralizadora, mas sim uma ruptura com esse modelo econômico buscando uma descentralização do poder em favor dos municípios; organização política administrativa que privilegia os municípios, concentrando os tributos arrecadados em até 70% no município.

O Municipalismo objetiva oferecer maior autonomia aos municípios, atendendo especialmente à organização e prerrogativas das cidades, por meio de uma descentralização da administração pública. Os defensores dessa linha de pensamento costumam salientar a importância da cidade, uma vez que é nesse espaço onde se vive e se trabalha. As cidades sendo o mundo real, enquanto que o Estado e a Nação seriam instituições abstratas, que geram governos distantes, alienados e insensíveis às necessidades do cidadão.